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Título: De vassalas a avassaladoras
Título(s) alternativo(s): as lutas e conquistas das mulheres pela igualdade de gênero na sociedade e na literatura
Autor(es): Pontes, Fernanda Leite Trindade Brito
Silva, Laliann Rocha
Palavras-chave: Nísia Floresta
Benta Pereira
Liberdade
Data do documento: Jun-2018
Orientador(a): Raquel Fernandes
Abstract: The first thing that comes to mind of some people when they see a woman with a book in hands is the idea that the book is a novel. “Novels are stupid and simpletons!", "Love stories are stupid and simpletons!", "Women are stupid and simpletons!". Then, everything that pleases them would be part of a minor, insignificant and superficial genre. It's "woman's literature," say the hostile. Our research intendes to show the great misconception of this prejudiced rancidity, this is one of the women’s role in literature. And for that, we have exposed the work of the first woman to speak of feminism in Brazil and in Latin America, Nísia Floresta, beside to report the brave woman from Campos dos Goytacazes, Benta Pereira. Nísia registers on paper in the 19th Century what Benta fought in practice in the 18th Century. During the 18th and 19th Centuries, the strong patriarchal society was still prevailing and imposed its wills to women who, in turn, were restricted to a private space and had no opportunity to show their real abilities. Transposing these obstacles was a challenging process to the conservative context. Two almost unknown Brazilians women who unmasked the ambiguous society in which they lived so that we could, nowadays, have a better understanding about this so relevant matter. Because of their contributions to a more equal and humanitarian society, we perceive the commitment and dedication to the achievement of the desired voice, the unison voice of those who ceased being vassals to become overpowering.
Resumo: A primeira coisa que vem à cabeça de algumas pessoas quando veem uma mulher com um livro em mãos é a ideia de que o livro é de histórias de amor. “Histórias de amor são estúpidas e simplórias!”, “Livros de romance são estúpidos e simplórios!”, “Mulheres são estúpidas e simplórias!”. Logo, tudo o que as agrada faria parte de um gênero menor, insignificante e superficial. É “literatura de mulherzinha”, já diziam os hostis. Nossa pesquisa tem por finalidade mostrar o grande equívoco desse ranço preconceituoso, esse é um dos papéis da mulher na literatura. E para tanto, expusemos a obra da primeira mulher a falar do feminismo no Brasil e na América Latina, Nísia Floresta, além de relatarmos a guerreira campista Benta Pereira. Nísia registra no papel no século XIX o que Benta lutou na prática no século XVIII. Durante os séculos XVIII e XIX, a forte sociedade patriarcal ainda era predominante e impunha as suas vontades às mulheres que, por sua vez, ficavam restritas a um espaço privado e não tinham oportunidade de mostrar suas reais capacidades. Transpor essas barreiras era um processo desafiador ao contexto conservador. Duas brasileiras quase desconhecidas que desmascararam a sociedade ambígua em que viviam para que, assim, nós pudéssemos, hoje, ter uma melhor compreensão a respeito desse assunto tão relevante. Em razão de suas contribuições para uma sociedade mais igualitária e humana, percebemos o empenho e dedicação para a conquista da tão almejada voz, a voz uníssona daquelas que deixaram de ser vassalas para serem avassaladoras.
URI: http://bd.centro.iff.edu.br/jspui/handle/123456789/2080
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