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Título: O rotacismo como herança fonético-fonológica africana nos bairros periféricos de Campos dos Goytacazes
Autor(es): Ferro, Neilda da Cunha Alves
Palavras-chave: Rotacismo
Africanidade
Africanos escravizados
Linguagem
Data do documento: Abr-2018
Editor: Thiago Soares de Oliveira
Descrição: O presente trabalho tem como objetivo analisar a ocorrência do rotacismo como herança fonético-fonológica africana no linguajar do povo campista, justificando-se pela intenção de contribuir inicialmente com a verificação de um traço histórico-social que marcou esta sociedade e que ainda é incipiente entre os pesquisadores da cidade e da região. Assim, faz-se um recorte, considerando a presença negra no município desde a sua colonização, quando emergiram, além da força de trabalho escrava, a tradição e o valor cultural africanos. Destaca-se, neste trabalho monográfico, a linguagem como elemento importante no processo de formação da sociedade campista, juntamente com os colonos portugueses e com o ameríndio goitacá, apesar de este último ter sido extinguido da planície goitacá precocemente e, por isso, ter influenciado em menor escala os costumes desta cidade em comparação com os contributos dos negros. É importante mencionar que a língua é instrumento de interação entre os povos, registrando contextos que podem especificar, inclusive, a origem do falante. Por isso, para o estudo da cultura de um povo, é importante o tratamento da questão linguística. Nesse contexto, este trabalho objetiva, de forma geral, compreender o aspecto da ocorrência do rotacismo no falar do campista nativo com o intuito de colaborar para a verificação de um traço histórico e social importante em tal sociedade e que, via de regra, é pouco explorado entre os pesquisadores da cidade e da região. Mais especificamente, este trabalho pretende: a) explanar sobre a resistência escravista em Campos dos Goytacazes; b) recolher e analisar amostras do rotacismo a partir de inquéritos fonético-fonológicos; e c) verificar a ligação existente entre o elemento fonético-fonológico africano e o rotacismo praticado pelo campista nativo como um traço de caráter histórico. Para alicerçar as análises desenvolvidas, adotam-se como base teórica estudiosos campistas e nacionais como Pessoa de Castro (2001), Aragão (2011), Lima (1981), Soares (2010), Lucchesi et al. (2009), Oscar (1985), Lamego Filho (1945) e outros. Metodologicamente, por fim, em razão da fonte de dados a que se recorre, este estudo comporta a pesquisa bibliográfica e a de campo.
URI: http://bd.centro.iff.edu.br/jspui/handle/123456789/2052
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